O que é a cultura do erro e como a sua empresa pode se beneficiar dela

Podemos dizer que a cultura do erro está intimamente ligada ao nosso processo de aprendizagem. Não tem nada mais normal no processo de evolução humana do que o erro. Antes de correr, aprendemos a andar lidando com uma ou outra queda no caminho. Antes de sermos eloquentes, falamos errado. Antes de acertar, erramos muito até que a prática e a experimentação nos levem à excelência. 

 

Porém, quando se trata do ambiente corporativo, errar parece inadmissível. É aquela velha história que diz que em “time que está ganhando não se mexe”. Mas, a sociedade e o mercado de consumo e negócios mudam cada vez mais rápido. E nesse contexto, tudo o que “não se mexe” acaba ficando para trás. Nesse artigo vamos falar sobre como a cultura do erro pode ser usada a favor da inovação e das descobertas. 

 

Nesta leitura você vai saber mais sobre:

 

  • O que é a cultura do erro
  • O medo de errar x criatividade
  • Os erros e os processos de inovação
  • Grandes ideias que surgiram de um erro
  • Como validar uma ideia antes de arriscar

 

O que é a cultura do erro?

 

A cultura do erro, nada mais é que a consciência de que errar é algo inevitável, porém, que é também uma oportunidade para inovar, aprender e de trazer novas atitudes e perspectivas à uma empresa ou organização.

 

É claro que dentro da cultura corporativa, minimizar os erros é uma grande preocupação. E está tudo bem!

 

Não estamos afirmando que tirar o medo de errar do caminho deve ser uma forma de incentivo para a falta de cuidado e relaxamento de questões de qualidade e processos. Não é disso que se trata.

 

A cultura do erro é uma forma de entender que os erros acontecem e que as organizações devem estar prontas para aprender com eles e tirar o máximo de proveito dessas experiências.

 

O medo de errar x criatividade

 

Quando uma empresa entende que eventuais erros, podem se tornar oportunidades de desenvolvimento e aprendizado, ela tira do caminho da equipe um dos maiores obstáculos para a criatividade: o medo de falhar.

 

Muitas vezes o medo de errar ou a falta de incentivo para que a equipe compartilhe novas ideias, faz com que as empresas percam ótimas oportunidades de inovar. 

 

Frequentemente, problemas de processos ou oportunidades de melhorias são percebidas primeiramente pelo setor operacional. Sem uma forma de captar esse feedback da equipe ou de gerenciar sugestões, muitas ideias sobre soluções e melhorias não chegam ao conhecimento dos decisores. Invista em promover a criatividade!

 

Tipos de erro

 

Erro evitável:

Esse tipo de erro geralmente acontece em processos que já estão bem desenvolvidos. Eles envolvem falta de atenção, desvios de conduta, ou incapacidade. São considerados erros ruins, pois o resultado costuma ter impacto negativo sobre algo que já está validado.

 

Erro inevitável em atividades complexas:

Esses erros acontecem comumente em processos que exigem uma série de tarefas ou estão em fase de implementação. Nessa fase de aprendizagem, pode faltar prática ou conhecimento necessário à equipe e falhas devem surgir no caminho. Essas falhas podem ser tratadas positivamente como oportunidades de solucionar problemas e podem ser minimizadas com capacitações e treinamentos, por exemplo.

 

Erros inteligentes:

Os erros inteligentes, são aqueles dos quais a empresa ou organização pode se utilizar para desenvolver novas soluções ou produtos. Esse tipo de erro, geralmente acontecem em situações onde os riscos são calculados. Esses erros costumam abrir portas para novas oportunidades.

 

Grandes ideias que surgiram de um erro

 

Como falamos anteriormente, erros inteligentes significam novas oportunidades. Abaixo, você vai conhecer produtos inovadores que surgiram de um erro e que trouxeram grandes benefícios para as pessoas e empresas que souberam aproveitar da melhor forma o resultado de suas falhas.

 

Coca-cola: 

 

No dia 8 de maio de 1886, o farmacêutico americano John Pemberton não tinha a intenção de criar uma das bebidas mais populares do mundo, quando preparou um xarope de extrato e folhas de coca, cafeína e água. O objetivo inicial da bebida era ser um remédio contra dores de cabeça e distúrbios nervosos. O que não foi um remédio eficiente, se tornou um refrigerante de sucesso inigualável. 

 

Viagra: 

 

Quando os farmacêuticos do laboratório Pfizer sintetizaram Cidrato de Sidenafila com o intuito de criar um remédio para tratamento de hipertensão,o resultado foi uma pílula azul, que se tornaria famosa . Os primeiros testes revelaram  uma forte ereção peniana com o uso do produto. Assim, mudando o seu propósito inicial,  foi criado o primeiro e mais popular remédio para disfunção erétil até hoje, o Viagra.

 

Massinha de modelar:

 

Na década de 30 os irmãos Noah e Joseph McVicker estavam tentando criar um produto que servisse para limpar o papel de parede das casas, removendo a poeira sem estragar o papel.  Eles perceberam que o produto que acabaram criando era divertido, além de não ser tóxico e ser reutilizável,o que o tornava ideal para crianças. Então, eles levaram a sua massa de modelar até escolas e jardins de infância de Cincinnati para um teste entre as crianças. O produto fez tanto sucesso, que os irmãos fundaram a empresa Rainbow Crafts e a massinha de modelar Play-Doh, vendida até hoje.

 

Marca-passo:

 

Em 1956, um professor de engenharia na Universidade de Buffalo, chamado Wilson Greatbatch estava construindo um dispositivo com a intenção de gravar ritmos cardíacos. Mas, algo saiu errado, o aparelho acabou fazendo o contrário, emitindo uma série de pulsos elétricos que se assemelhavam aos ritmos, e dessa maneira o primeiro marca-passo foi criado. E graças a ele várias vidas foram salvas desde então.

 

Como validar uma ideia, antes de arriscar.

 

Se você chegou até aqui, percebeu que os erros fazem parte dos processos criativos e da inovação. No entanto

 

, também sabemos que erros representam riscos e talvez você esteja se perguntando: “Como saber até onde eu posso me arriscar a errar?”

A ISO 56002 (Iso de Inovação) recomenda que para estimar a viabilidade de uma nova ideia devemos avaliar 5 recursos, antes de tomar uma decisão de seguir em frente com uma inovação. Esses cinco recursos são:

 

  • Pessoas
  • Tempo
  • Conhecimento
  • Infraestrutura
  • Orçamento

 

Quando a empresa aposta em inovação e incentiva a criatividade, é normal que surjam várias ideias, porém, apenas uma minoria delas realmente se transformará efetivamente em projeto. Para identificar quais são as mais viáveis, avaliar os recursos é fundamental, certamente. 

 

Por exemplo, uma ideia pode ser muito boa, porém, demandar muitos recursos que às vezes não estão disponíveis. Ou então, requerer uma habilidade técnica ainda não disponível na equipe. Avaliando os 5 pontos levantados pela ISO 56002, a escolha de investir em determinada ideia se torna mais consciente, e assim os riscos podem ser melhor calculados.

 

Com a metodologia de gestão da inovação desenvolvida pela PALAS, as empresas podem definir cada passo de captação, seleção, desenvolvimento e validação de ideias inovadoras. Dessa forma, a organização pode diminuir o medo de errar e investir, com riscos calculados, em iniciativas que podem se tornar grandes oportunidades, por exemplo.

 

Compartilhe:

Entre em
contato conosco

Iniciar Conversa
Fale conosco!
Fale conosco!