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Cinco mitos e verdades sobre a ISO de inovação

imagem de uma pessoa segurando a ilustração de uma lâmpada

Lançada em 2019, a ISO de inovação vem sendo o foco de investimento de cada vez mais empresas ao redor do mundo. Seja de pequeno, médio ou grande porte, a norma pode proporcionar inúmeros benefícios ao negócio, com base na estruturação de processos inovadores.

 

Seu modelo de governança, ao contrário de outras normas da ISO, é implementado com base nas diretrizes a serem adaptadas por cada empresa, de acordo com suas necessidades e demandas.

 

Tal flexibilidade se torna extremamente benéfica para que cada companhia conduza esse processo individualmente, sempre mensurando o andamento do projeto e se as estratégias adotadas estão indo ao encontro do desejado.

 

Hoje, mais de 200 empresas já adotaram a ISO de inovação, sendo seis delas brasileiras. Suas vantagens, em um mercado de trabalho constantemente influenciado por mudanças e avanços tecnológicos, são notáveis – o que faz com que venha ganhando seu devido destaque no mercado.

 

Mesmo diante de uma forte tendência, muitos mitos ainda cercam essa norma de gestão. Temores sobre sua possibilidade de engessar processos, limitar a criatividade ou de que, é algo voltado apenas às grandes empresas, são pré-conceitos muito vistos sobre este tema.

 

Mas, já está na hora de mostrar que a proposta da ISO de inovação é, justamente, o contrário dessas teorias. Neste texto, exploraremos os principais mitos e, quais são as verdades por trás dessa norma.

 

Confira os tópicos que serão abordados:

 

  • O que é a ISO de inovação?
  • Quais os mitos sobre a ISO de inovação?
  • Quais as verdades sobre a ISO de inovação?

 

Boa leitura!

 

O que é a ISO de inovação?

A ISO de inovação é uma norma criada pela International Organization for Standardization (ISO), que estabelece as diretrizes para um sistema de gestão para a inovação.

 

Também conhecida por ISO 56.002, ela aponta as diretrizes a serem adaptadas por cada empresa no processo de implementação desse sistema. Ou seja, são as próprias companhias que irão escolher o caminho a ser percorrido com base em suas necessidades.

 

Sua proposta de trazer tal flexibilidade é extremamente benéfica para uma maior assertividade na conquista dos resultados inovadores desejados. Com ela, as organizações terão uma maior autonomia para identificar seus objetivos e, como podem conquistá-los por meio deste modelo de governança.

 

Afinal, a própria ISO defende que uma ideia inovadora pode surgir de qualquer lugar. Seja um produto, serviço, processo, modelo, método ou a combinação de qualquer uma delas.

 

A gama de possibilidades é enorme, o que facilita ainda mais sua implementação individualizada. Mesmo podendo ser adaptada por cada companhia, é importante que todas sigam os oito pilares da ISO de inovação, considerados como extremamente importantes para sua eficácia.

 

São eles: direção estratégica; abordagem de processos; geração de valor; liderança com foco no futuro; cultura adaptativa; gestão de incertezas; resiliência e adaptação; e gestão de insights.

 

Quais os mitos sobre a ISO de inovação?

Não há dúvidas de que a ISO de inovação tem despertado interesse ao redor do mundo. Porém, muitas companhias ainda desconhecem a fundo seus propósitos. Junto com outros que, ainda, acreditam que não há inovação sem processos.

 

Os cases de sucesso daquelas que já implementaram a norma, contudo, mostram que este ideal está completamente equivocado. Não é porque estamos tratando de uma norma, que ela impedirá ou criará entraves para o surgimento de ideias inovadoras que tragam enormes benefícios competitivos para as companhias.

 

É importante desmistificar tais conceitos equivocados para, a partir deles, enxergar com maior clareza de que forma a ISO de inovação pode ajudar as empresas a crescerem e se destacarem no mercado.

 

Então, vejamos os principais mitos que rondam essa norma.

 

A ISO de inovação mata a criatividade

Um dos primeiros pensamentos equivocados que muitos possuem ao ouvir sobre a norma, é que ela mata ou engessa a criatividade dos processos. Mas, o que ocorre é justamente o contrário.

 

A criatividade é a base e a peça-chave para todo processo de inovação, tendo papel especial principalmente para sua fase de funil, onde são lançados os primeiros insights que podem vir a se transformar em novos produtos e/ou serviços.

 

Sua importância é extrema, mas não é só dela que se constitui o projeto. Na prática, a criatividade deve trabalhar a favor da geração de valor, como se fosse uma parte do todo.

 

Engessa os processos

De longe, um dos maiores mitos que cercam o mercado de trabalho, é de que as normas engessam os processos internos.

 

É claro que essa é uma realidade plausível se o processo não for conduzido de forma eficaz e com um bom planejamento. Mas, não é uma regra geral, principalmente se tratando da ISO 56002.

 

Não existe uma fórmula ou receita pronta para inovar. As ações e estratégias que funcionaram para uma empresa, não necessariamente darão certo para outras, e é justamente isso que ISO de inovação propõe.

 

Diferentemente das outras normas de requisitos, ela se caracteriza por uma norma de diretrizes. Ou seja, aponta os melhores caminhos a serem percorridos pela companhia com base nos resultados que deseja alcançar. Cabendo apenas à empresa definir o que faz sentido para a sua realidade.

 

Vai gerar mais trabalho

Todo projeto de inovação é trabalhoso, não há o que discordar. Mas, isso não significa que ao percorrer esta jornada, a empresa terá mais trabalho para sua rotina.

 

Simplificando, o desenvolvimento de um sistema de gestão abrange diversas etapas que devem ser conduzidas minuciosamente. Elas envolvem a criação de um processo com métodos, ferramentas, objetivos e indicadores que servem como uma espécie de termômetro para a empresa avaliar se está indo para o caminho desejado ou se está diante de desvios.

 

Em um sistema complexo de difícil manuseio, o risco da companhia ter mais trabalho durante esta implementação certamente será maior. Mas, em um sistema criado sob medida com base nas necessidades da organização, o processo será mais fluido e assertivo.

 

A ISO de inovação é apenas para grandes empresas

Muitos acreditam fielmente que a ISO de inovação é destinada apenas para grandes empresas. Seja pelo preço um pouco mais elevado para a certificação da norma, por sua utilidade exclusiva aos grandes players do mercado, ou ter algum apelo ao marketing.

 

Todos esses são pontos compreensíveis de serem confundidos, sendo que a realidade se torna completamente diferente. Implementar a ISO de inovação vai muito além do que apenas conquistar seu certificado.

 

Na prática, ela permite que a empresa tenha seu próprio modelo de gestão para a inovação, permitindo que esteja muito mais preparada para lidar com as adversidades que podem surgir no futuro.

 

Uma empresa com sólida gestão da inovação tem muito mais chances de prosperar.

 

Sua certificação não gera valor

Obter a certificação da ISO de inovação não é algo obrigatório. Muitas empresas, inclusive, optam apenas por implementar o processo sem adquirir este certificado, e não há problema algum nisso.

 

Porém, caso escolha passar por este processo, a certificação trará enormes benefícios para a eficácia da gestão de inovação. Afinal, é nesta etapa que um auditor experiente irá apontar possíveis falhas e pontos a serem aperfeiçoados.

 

É a oportunidade de ter um acompanhamento de um profissional isento, sem nenhum tipo de interesse, capaz de agregar ainda mais valor aos processos da empresa.

 

Mas além disso, a certificação também contribui para o aumento de market share, redução de desperdícios, queda no turn over e até juros menores em instituições financeiras. Isso, sem falar nas inúmeras inovações que surgem a partir do processo, trazendo muito resultados para as empresas.

 

Quais as verdades sobre a ISO de inovação?

Muitos mitos ainda rondam a ISO de inovação. Mas, é importante que as companhias enxerguem seu real propósito e, principalmente, os benefícios que ela traz.

 

Veja a seguir as principais verdades sobre esta norma e os benefícios que traz para o mundo corporativo:

 

Cria governança

A ISO de inovação não é uma norma de requisitos. Mas sim, de diretrizes a serem adaptadas por cada empresa, com foco na criação de um sistema de gestão de inovação.

 

Para isso, a norma estimula a criação de uma forte governança interna, fundamental para que as etapas do processo sejam mais rápidas e eficientes, buscando demonstrar o valor em que aquela inovação resultará.

 

Ela demanda um esforço conjunto na empresa, no qual serão definidos quais recursos de infraestrutura serão necessários à inovação. Dentre os fatores a serem analisados, estão flexibilidade, relação custo-benefício, equipamentos, tecnologias, transporte e instalações, como laboratórios e espaços criativos.

 

A ISO de inovação ajuda a definir objetivos

Todo projeto de inovação precisa de um direcionamento estratégico, que deve ser definido pelas próprias empresas com base em seus objetivos e propósito.

 

Nessa busca, a ISO de inovação auxilia ainda mais na definição de tais metas pelas companhias. Afinal, são elas que irão guiar o andamento do projeto, assim como o acompanhamento dos resultados e a análise do que deve ser aperfeiçoado.

 

Ou seja, as empresas devem definir seus objetivos, propósito e política voltadas à inovação para, a partir disso, criar indicadores para mensurar o que foi conquistado.

 

Cria indicadores

Os indicadores são indispensáveis em todo processo de inovação. É graças a eles que a empresa consegue ter uma análise detalhada sobre a eficácia do processo de inovação, com foco na mensuração dos resultados.

 

Para isso, a ISO de inovação propõe o uso de um funil com cinco etapas: identificação da hipótese, criação dos conceitos, validação dos conceitos, desenvolvimento da ideia e implementação da inovação.

 

Mapeia tendências e oportunidades

O mapeamento das principais tendências do ramo de atuação da empresa é uma das principais estratégias a serem adotadas no processo de inovação.

 

As tendências ajudam a empresa a entender quais são os negócios mais promissores para o futuro, podendo usá-las como guia para criar produtos e serviços inovadores. Elas apontam os caminhos.

 

Minimiza riscos

A partir do olhar cuidadoso dos possíveis riscos que o negócio está sujeito para a elaboração de um plano de ação contencioso, a chance de a empresa chegar a sofrer tais danos, é consideravelmente reduzida.

 

Mesmo caso venham a ocorrer, a companhia estará mais preparada para lidar com a situação da melhor forma possível. Afinal, não terá sido um imprevisto, e terá se organizado para gerenciar a crise, minimizando as consequências.

 

Conclusão

Disponível no mercado há mais de dois anos, cada vez mais companhias estão buscando investir na ISO de inovação para alavancar o crescimento do seu negócio. São vários benefícios que esta norma traz para a gestão interna, por meio de diretrizes que devem ser adaptadas conforme as necessidades de cada companhia.

 

É uma forte tendência no mercado de trabalho, mas que ainda gera grandes dúvidas e questionamentos sobre seus fundamentos. Por isso, é importante estar ciente do que, de fato, a ISO de inovação propõe e, como pretende conduzir seu negócio rumo à uma gestão de inovação eficaz.

 

Para saber mais sobre tudo isso, temos diversos artigos em nosso blog sobre a ISO 56002 e outros temas que a abrangem. Não deixe de dar uma olhada e de compartilhar estes textos nas suas redes sociais.

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