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Inovação e academia: a mudança precisa começar na formação

Todos estão cientes de que a educação precisa de diversas reformas. Uma delas, inclusive, diz respeito à maneira como as pessoas entendem a mesma, hoje em dia. Muitos profissionais em atuação no mercado ainda entendem que a aquisição de conhecimento tem um limite acadêmico.

A pessoa se forma na faculdade e pronto. Alguns, inclusive, consideram suficiente um curso técnico ou o ensino médio. Há quem vá mais longe, uma pós, um MBA, e a partir daí o profissional é o especialista eterno em sua área. Isso está muito longe de ser real!

Não digo que não hajam profissões que dependem de um curso específico como base, mas até para progredir em carreiras assim é preciso ampliar os horizontes. Alguns falam em se reciclar a cada poucos anos, mas nem mesmo isso atende exatamente ao que é necessário fazer hoje em dia.

É preciso criar uma mentalidade de aprendizado constante. A verdade é que o mercado procura aqueles que jamais deixam de estudar. Na prática, a necessidade é de um estudo sem limites, que te diferencie cada vez mais, não só pela competição, mas pelo que sua mente é capaz de alcançar.

Ideias novas precisam surgir, e o campo fértil é aquele que está sendo constantemente oxigenado. O profissional não precisa, necessariamente, se matricular em uma nova faculdade ou uma nova pós graduação. Ele até pode, se julgar interessante, mas a verdade é que há inúmeros cursos livres, de baixo investimento, até mesmo gratuitos, disponíveis em empresas, na academia e na internet que por si só já ajudam nesse crescimento.

Muito será aprendido, novos caminhos serão descobertos e, acima disso, a mente do profissional fica aberta a insights. Inovar em uma empresa é algo que se faz no cotidiano, pois ideias novas são trazidas o tempo todo. A educação formal ainda é muito importante, mas se dedicar a aprender não depende de ir até uma faculdade. É preciso dedicação e estudo do indivíduo.

Infelizmente, essa mudança de paradigma ainda precisa ser implementada na educação de base. É preciso ensinar as crianças assim. Quando o adolescente chega na faculdade, se torna adulto e começa sua carreira, ele precisa ver o mundo de maneira mais ampla, e não tão dependente, passiva.

E não digo isso de forma a censurar as formações acadêmicas, mas de apontar as necessidades de reformas. A academia não está atendendo ao que o mercado precisa. Ela tem o papel de guiar, mas precisa abandonar os velhos manuais, ir além, trazer as novidades. Ainda é preciso muita teoria séria, embasada, normas, mas também é preciso a prática, a vivência.

A academia precisa se dar conta disso. Mudar a forma com que se forma os profissionais. Além disso, há espaço para empresas que queiram fazer a ponte entre a indústria, o mercado e a academia. Compreendendo o mercado, essas empresas conseguem contribuir na formatação de estudos acadêmicos mais focados na mescla entre teoria e prática, além de trazer problemas reais.

O profissional terá um currículo elaborado por teorias de imenso valor, mas lidará com a realidade. As empresas podem criar uma ponte que formará profissionais mais capazes. O mundo já não é o mesmo. Não podemos formar trabalhadores que esperam um contrato CLT, trabalham no mesmo local a vida toda, entre outras coisas que já foram reais no passado.

O mundo está diferente demais. É preciso aprender a ser empreendedor, prestador de serviços, resolver problemas, trazer ideias, seguir parâmetros flexíveis e não rígidos, ter planos B para aposentadoria, entre muitas outras coisas. Acima disso, é preciso saber ser inovador, um profissional que possibilite o crescimento constante de si mesmo e das empresas.

É um longo caminho, mas mudando o modo de pensar é muito mais fácil mudar a visão da academia, e sem seguida dos novos profissionais. Aos poucos, podemos construir uma realidade mais produtiva e focada no futuro.

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